Sobre o amor

Acho que a gente só começa a realmente pensar no amor quando o sente ao inverso. Como espelhos refletindo a sensação de bem querer e cuidado. Muitas vezes a gente nem se dá conta do amor porque acostumamos a viver no automático. E o amor é silente. Não sai se mostrando assim à toa, mesmo estando em toda parte. É possível encontrá-lo no olhar, num beijo de boa noite, num até breve. Mas, quando a gente o encontra naquelas horas mais angustiantes, o amor que sempre é quieto e silencioso, vira um turbilhão. Hoje encontrei o amor mais uma vez. Justamente numa hora de aflição. E veio assim tão displicente, como se estive indo andar descalço no parque enquanto eu me arrastava pelo chão. O amor é engraçado porque nunca vem do jeito que se espera. O amor é fraterno, mesmo quando amante. É de uma doçura de lamber os beiços. E de uma força capaz de mover o universo.  Mas nunca vem do jeito que se espera. E no meio do turbilhão, lá estava ele que nem bolas de sabão voando leve, até estourar. E assim o amor chegou. Voando leve para responder a um chamado urgente. Em forma de amor. Simples, como ele é. 

 

Para Fernanda Freire e Kelly Moura Fialho. Irmãs amadas que a vida me deu.

 

 

 

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